domingo, 2 de junho de 2013
Recolha de Infografias sobre o tema
Após termos decidido realizar uma infografia interactiva sobre a Fundação Make a Wish, a pesquisa e recolha incide-se em exemplos de infografias referentes a fundações, organizações e voluntariado.
Aqui ficam alguns exemplos:
Aqui ficam alguns exemplos:
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Proposta de Trabalho II
No âmbito da disciplina
Design de Comunicação Visual foi proposta a realização de uma infografia
tipográfica. Com base num texto de um artigo ou de uma notícia teria de ser
desenvolvida uma infografia apenas recorrendo a elementos tipográficos.
Resumidamente, tipografia é a composição de um texto
usando símbolos alfabéticos, numéricos e de pontuação, com o objetivo de
reproduzi-lo múltiplas vezes, minimizando o esforço e o custo. Segundo Stanley
Morrisson em Príncipios Fundamentais da
Tipografia (1936): “A tipografia pode ser definida como o ofício de dispor
corretamente o material a imprimir para atingir um objetivo específico – o de
colocar as letras, distribuir os espaços e controlar os tipos, de forma a
oferecer ao leitor a máxima ajuda na compreensão do texto. A tipografia é o
meio eficaz para conseguir um fim essencialmente utilitário e só acidentalmente
um deleite estético, já que o gozo visual das formas raramente é a inspiração
principal do leitor. Assim, é incorreta qualquer disposição de material de
imprensa que, seja por que razão for, produza o efeito de se interpor entre o
autor e o leitor”.
Focámo-nos primariamente na escolha do artigo. Depois de
uma breve pesquisa optámos pelo artigo de opinião da autoria de Ricardo Araújo
Pereira, “Carta aos 19%”, publicado na revista Visão. A sua atualidade,
pertinência e bom humor chamaram-nos logo à atenção. Também notámos um certo
carácter gráfico – tratando-se de um texto facilmente esquematizado – e uma
predominância de determinadas palavras, o que nos ajudaria muito na escolha das
mesmas.
O artigo trata o tema do desemprego, um dos maiores
problemas em Portugal, um dos maiores temores. Está em formato de carta e
dirige-se aos 19% de desempregados em Portugal, logo, faria sentido que a
tipografia tivesse essa mesma forma, um 19.
Nota-se
rapidamente uma tendência muito irónica, o assunto é tratado de forma muito
bem-disposta, quase como se ser-se desempregado fosse uma vantagem e devêssemos
agradecer. Uma visão positiva, mas claramente irónica, do Portugal em que
vivemos hoje. Uma série de imagens positivas para camuflar o verdadeiro
flagelo. E daqui retiramos a nossa primeira ideia, conceber a tipografia assim
mesmo, apenas com palavras positivas, camuflando o desemprego como verdadeiro
problema. A escolha da cor não foi em vão, aproveitamos o tom esperançoso do
artigo e utilizamos o verde para todas as palavras positivas, não só associado
à esperança mas também ao frescor, à juventude e ao vigor. Apenas a palavra
desemprego se encontra a preto, bem marcado, dando uma ideia de morte, de luto,
de tudo o que é mau e talvez até de alguma luxuria o que faz todo o sentido
quando o artigo tem frases como “A tua necessidade de arranjar emprego está
muito acima das tuas possibilidades. É possível que a tua necessidade de comer
também esteja”. Utilizamos duas fontes para esta parte, Utsaah e Times New
Roman. Dividimos as palavras utilizadas em duas categorias. Todas as que fossem
mais sérias e ligadas com política e organização seriam escritas com Times New
Roman, uma fonte serifada e muito clássica, sendo portanto apropriado. Todas as
outras palavras mais simples, mais ligadas às atividades, vontades e
sentimentos humanos foram escritas com Utsaah, por se tratar de uma fonte não
serifada e muito simples, encaixando muito bem, não há nada mais simples e
primitivo do que a vontade humana.
Também
durante todo o texto está demarcada uma comparação entre o hoje e o
antigamente, por exemplo: “Antigamente, estávamos todos a viver acima das
nossas possibilidades. Agora estamos só a viver, o que aparentemente continua a
estar acima das nossas possibilidades”. Tentamos dar alguma ênfase a este
contraponto e dar voz à ideia popular do “antigamente isto não era nada assim”.
A palavra “antigamente” é aquela que mais aparece ao longo da tipografia. Tentamos
posicionar as palavras de forma a não se distinguirem muito bem e a parecerem a
típica escrita à máquina através da ideia de não haver espaçamento entre
linhas. Para isso também a fonte escolhida foi indispensável. A Courier New é
uma fonte monoespaçada, de serifa egípcia, projetada para assemelhar a escrita
à máquina de escrever. Trata-se então do estilo de letra perfeito para o que
pretendíamos transmitir.
O
símbolo da percentagem tem também uma razão de ser. Tentamos integrar algumas
ideias mais simbólicas que encontramos no texto. Estão então representadas as
“janelas de oportunidade” e a “fila para o centro de emprego”.
Com este trabalho pretendemos experimentar, provar e
recriar a ideia do tipógrafo Roger Bringhurst que diz que as letras têm
sonoridade, timbre e personalidade, assim como as palavras e frases. Como a
tipografia pode ser considerada o vestido da palavra escrita, também nós
tentamos vestir esta nossa ideia de forma a mostrar o que a tipografia tem para
oferecer. Costuma-se dizer que uma imagem vale mais do que mil palavras, o que
transmitirão as palavras vestidas de imagens?
Carta aos 19%
Carta aos 19%
A tua necessidade de arranjar um emprego está muito acima das tuas possibilidades. É possível que a tua necessidade de comer também esteja
Ricardo Araújo Pereira
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Caro desempregado,
Em nome de Portugal, gostaria de agradecer o teu contributo para o sucesso económico do nosso país. Portugal tem tido um desempenho exemplar, e o ajustamento está a ser muito bem-sucedido, o que não seria possível sem a tua presença permanente na fila para o centro de emprego. Está a ser feito um enorme esforço para que Portugal recupere a confiança dos mercados e, pelos vistos, os mercados só confiam em Portugal se tu não puderes trabalhar. O teu desemprego, embora possa ser ligeiramente desagradável para ti, é medicinal para a nossa economia. Os investidores não apostam no nosso país se souberem que tu arranjaste emprego. Preferem emprestar dinheiro a pessoas desempregadas.
Antigamente, estávamos todos a viver acima das nossas possibilidades. Agora estamos só a viver, o que aparentemente continua a estar acima das nossas possibilidades. Começamos a perceber que as nossas necessidades estão acima das nossas possibilidades. A tua necessidade de arranjar um emprego está muito acima das tuas possibilidades. É possível que a tua necessidade de comer também esteja. Tens de pagar impostos acima das tuas possibilidades para poderes viver abaixo das tuas necessidades. Viver mal é caríssimo.
Não estás sozinho. O governo prepara-se para propor rescisões amigáveis a milhares de funcionários públicos. Vais ter companhia. Segundo o primeiro-ministro, as rescisões não são despedimentos, são janelas de oportunidade. O melhor é agasalhares-te bem, porque o governo tem aberto tantas janelas de oportunidade que se torna difícil evitar as correntes de ar de oportunidade. Há quem sinta a tentação de se abeirar de uma destas janelas de oportunidade e de se atirar cá para baixo. É mal pensado. Temos uma dívida enorme para pagar, e a melhor maneira de conseguir pagá-la é impedir que um quinto dos trabalhadores possa produzir. Aceita a tua função neste processo e não esperneies.
Tem calma. E não te preocupes. O teu desemprego está dentro das previsões do governo. Que diabo, isso tem de te tranquilizar de algum modo. Felizmente, a tua miséria não apanhou ninguém de surpresa, o que é excelente. A miséria previsível é a preferida de toda a gente. Repara como o governo te preparou para a crise. Se acontecer a Portugal o mesmo que ao Chipre, é deixá-los ir à tua conta bancária confiscar uma parcela dos teus depósitos. Já não tens lá nada para ser confiscado. Podes ficar tranquilo. E não tens nada que agradecer.
Helveticore - Helvetica Weights as Rock Music Genres - Inspiração
A tipografia é uma ferramenta
essencial da comunicação. Através dos diferentes tipos é possível dar expressão
a um simples documento. Deixa de se transmitir apenas o conteúdo, também a
forma ganha importância e a linguagem não-verbal entra em jogo. É por isso que
a escolha de uma fonte é tão importante, porque cria uma determinada atmosfera
e é parte fundamental da passagem da imagem que se quer transmitir,
intensificando-a. Por outro lado, se a fonte não for a mais apropriada tem
exatamente o efeito contrário.
Esta infografia tipográfica é um
excelente exemplo daquilo que a tipografia é. Em primeiro lugar, a forma atrativa
da composição. Trata um estilo de música muito específico, o Rock, portanto faz
todo o sentido que as palavras estejam dispostas de forma a parecer uma
guitarra. Além do mais, o próprio subtítulo diz tudo “Helvetica Weights As Rock
Music Genres”, escreveram uma série de tipos de Rock, utilizando a mesma fonte,
mudando apenas coisas como a cor, o alinhamento, a grossura das letras, o
espaçamento. A forma como os géneros são apresentados tenta transmitir o tipo
de Rock que escrevem, por exemplo, no caso do Heavy Metal, está representado
dessa mesma forma, pesado, com linhas grossas, pouco espaçamento e uma cor
escura, facilmente ligada ao Heavy Metal.
I Can't Take My Eyes Of You - Proposta de Trabalho I
O objectivo da primeira proposta de trabalho, no âmbito da unidade curricular de Design e Comunicação Visual, passava pela elaboração de uma composição visual, que interpretasse o tema escolhido. Esta teria de ser constituída por elementos básicos da comunicação visual, como o ponto, a cor, a linha ou a forma e organizados de acordo com técnicas de comunicação à nossa escolha.
Assim, depois de concluído o processo de pesquisa e selecção da música, seguiu-se uma fase de estudo sobre os elementos básicos da comunicação visual, como apresentado anteriormente. Posteriormente, deveríamos ainda realizar uma recolha fotográfica com imagens que nos inspirassem na composição visual. A acompanhar a composição e a recolha fotográfica, foi-nos pedida a presente memória descritiva do projecto final.
A composição devia traduzir emoções e imagens mentais que a música desperta em nós, no entanto, a escolha não foi imediata. Depois do surgimento de algumas ideias, optamos por um tema de Damien Rice, “The Blower´s Daughter”, pois é uma música que nos agrada especialmente. Utilizada na banda sonora do filme “Closer” e ainda com uma adaptação brasileira, esta música prima pelo sentimentalismo, emoção, amor e tristeza. Apresentar o sentimento que se esconde numa música, transmitir o que ela representa para nós e o seu significado, na realidade, não é nada simples. Como nem toda a gente vê o mesmo e seria impossível agradar um público geral, decidimos focar-nos nas emoções e sentimentos que a música transmite.
Inicialmente, pensamos representar uma das imagens com mais relevância no videoclip, pois transmitia perfeitamente o que a música queria dizer. No entanto, apesar de apresentar a ideia de distância entre duas pessoas, a imagem não continha muitos elementos básicos da comunicação e a sua concretização acabou por ser abandonada. Sendo assim, optamos por outro conceito que transmitisse a distância e a aproximação inatingível.
Aqui ficam as duas versões solicitadas: o contorno quadrado, com 12 cm de lado, e o contorno circular, com 11,5 de diâmetro.
A primeira ideia para este projecto foi realçar a distância entre o homem e a mulher, esta que parece inalcançável e cada vez mais longe, apesar do esforço do homem, que é representado pela mão. A estrada transmite a velocidade da vida, que muitas vezes passa a correr e nem nos apercebemos, daí ser importante não desistir dos nossos sonhos e lutar pela sua concretização, como neste caso. A berma da estrada encontra-se rodeada de pontos vermelhos, que simbolizam os acontecimentos, as acções que fazem parte da nossa vida, quer sejam importantes ou insignificantes, mas que o homem não consegue viver. O autor da música repete inúmeras vezes as frases “I can´t take my eyes off you” e “I can´t take my mind off you” , o que demonstra o amor que sente e o facto de desejar a aproximação a todo o custo. Um aspecto interessante que podemos destacar é a posição da figura feminina, pois não se distingue a sua orientação, ou seja, se está de costas ou de frente. Desta forma, é curioso saber o final desta “história” e surge a relevante questão: será que o objectivo vai ser atingido ou está cada vez mais longe?
Em relação aos elementos básicos da comunicação visual encontrados neste projecto, destacam-se a linha, que tem propósito, direcção e energia; o ponto, com grande poder de atracção visual; a direcção, através das curvas presentes; a cor, que fundamenta a expressão e tem grande afinidade com as emoções; e a perspectiva, que dá profundidade ao desenho e torna-o mais real e equilibrado.
É também possível destacar algumas técnicas de comunicação visual, como o equilíbrio, a complexidade, a unidade, a espontaneidade e a agudeza. Através da precisão e do uso de contornos rígidos, o efeito final é claro e perceptível.
Para a concretização deste projecto, foi utilizado o Adobe Illustrator que impulsionou a descoberta de várias ferramentas deste domínio, apesar das dificuldades encontradas no início da composição. O facto de termos um conhecimento mais rigoroso relativamente aos elementos básicos da comunicação visual e de algumas técnicas, também ajudou na execução do projecto e revelou-se bastante útil.
Inspiração
A partir do
momento em que nos foi proposta a recolha de algumas fotografias de forma a
complementar a primeira proposta, comecei de imediato em busca dos elementos
mais pertinentes para serem fotografados.
Na imagem
estão presentes alguns elementos básicos da comunicação visual: o ponto, a
forma, a textura, a escala e a cor.
Uma série de
círculos, uns maiores, outros mais pequenos, colocados uns dentro dos outros,
com diferentes texturas. Há, portante, uma relação de dimensões entre estas mesmas
formas.
sábado, 30 de março de 2013
Elementos Básicos da Comunicação Visual
“Sempre que alguma
coisa é projetada e feita, esboçada e pintada, desenhada, rabiscada,
construída, esculpida ou gesticulada, a substância visual da obra é composta a
partir de uma linha básica de elementos”
Assim, inicia Donis A. Dondis a sua reflexão sobre os elementos básicos da comunicação visual, na obra A sintaxe da linguagem visual. Após a leitura de alguns excertos deste livro, aqui fica uma breve síntese do mesmo, pois como afirma Dondis: “Para analisar e compreender a estrutura total de uma linguagem visual, é conveniente concentrar-se nos elementos visuais individuais, um por um, para um conhecimento mais aprofundado das suas qualidades específicas”.
O ponto:
O ponto é a unidade de
comunicação visual mais simples e mínima.
Qualquer ponto tem um
grande poder de atracção visual sobre o olho, quer exista simplesmente ou tenha
sido colocado pelo homem em resposta a um objectivo.
Dois pontos são
instrumentos úteis para medir o espaço no meio ambiente ou no desenvolvimento
de qualquer tipo de projecto visual, daí o facto de aprendermos desde cedo a
utilizar o ponto como sistema de notação ideal.
Quando vistos, os
pontos ligam-se, tornando-se capazes de dirigir o nosso olhar. Sempre que
surjam em grande número e justapostos, criam a ilusão de tom ou cor.
Quando
os pontos estão tão próximos entre si que se torna impossível identificá-los
individualmente, a sensação de direcção aumenta e, consequentemente, os pontos
em cadeia transformam-se noutro elemento visual, a linha.
A linha:
A linha resulta do
fenómeno enunciado em cima, mas pela sua própria natureza, tem uma grande
energia, ou seja, nunca é estática. Desta forma, é o elemento visual inquieto e
inquiridor do esboço, sendo muito utilizada para descrever a justaposição.
Apesar da sua
flexibilidade e liberdade, a linha não é vaga; é decisiva, tem propósito e
direcção, pode ser rigorosa e técnica.
A forma:
A linha traça uma
forma, articulando a sua complexidade. Assim, existem três formas básicas: o
quadrado, o círculo e o triângulo equilátero.
Cada uma das formas
tem as suas próprias características, atribuindo-se uma grande quantidade de
significados.
A direcção:
Todas as formas
básicas expressam três direcções visuais significativas: o quadrado, a
horizontal e a vertical; o triângulo, a diagonal, e por sua vez, o círculo, a
curva.
Todas as forças direccionais são de grande importância
para a composição.
A cor:
A cor é o elemento que
tem mais afinidade com as emoções. Não é apenas um elemento decorativo ou
estético, mas sim o elemento que fundamenta a expressão.
A cor impressiona a
retina quando é vista, provoca uma emoção e é construtiva, pois tem um valor
simbólico, sendo capaz de construir uma linguagem que transmita uma ideia. Ou
seja, a cor executa uma tripla acção sobre o indivíduo.
Tem ainda três
dimensões que podem ser definidas e medidas: matiz, saturação e luminosidade.
A textura:
A textura é o elemento
visual que pode ser apreendido pela visão e pelo tacto.
Quando há uma textura
real, ambas as sensações coexistem de uma forma única e específica.
A escala:
Todos os elementos
visuais são capazes de se modificar e definir uns aos outros. O processo
constitui, em si, o elemento a que chamamos de escala. No campo visual, pode
designar-se a relação de dimensões entre duas ou mais formas.
Está constantemente
sujeita a modificações visuais e pode depender da justaposição, a nível da cor.
A dimensão/perspectiva:
A representação da
dimensão em formatos visuais bidimensionais também depende da ilusão. A
dimensão existe no mundo real, no entanto, a ilusão no campo visual é reforçada
quando desenhamos ou pintamos.
O principal artifício
para a simular é a convenção técnica da perspectiva.
A mesma é usada para dar
profundidade ao desenho, tornando-o assim, mais real, equilibrado e funcional.
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