sábado, 30 de março de 2013

Elementos Básicos da Comunicação Visual



“Sempre que alguma coisa é projetada e feita, esboçada e pintada, desenhada, rabiscada, construída, esculpida ou gesticulada, a substância visual da obra é composta a partir de uma linha básica de elementos”

Assim, inicia Donis A. Dondis a sua reflexão sobre os elementos básicos da comunicação visual, na obra A sintaxe da linguagem visual. Após a leitura de alguns excertos deste livro, aqui fica uma breve síntese do mesmo, pois como afirma Dondis: “Para analisar e compreender a estrutura total de uma linguagem visual, é conveniente concentrar-se nos elementos visuais individuais, um por um, para um conhecimento mais aprofundado das suas qualidades específicas”.




O ponto:


O ponto é a unidade de comunicação visual mais simples e mínima.
Qualquer ponto tem um grande poder de atracção visual sobre o olho, quer exista simplesmente ou tenha sido colocado pelo homem em resposta a um objectivo.
Dois pontos são instrumentos úteis para medir o espaço no meio ambiente ou no desenvolvimento de qualquer tipo de projecto visual, daí o facto de aprendermos desde cedo a utilizar o ponto como sistema de notação ideal.


Quando vistos, os pontos ligam-se, tornando-se capazes de dirigir o nosso olhar. Sempre que surjam em grande número e justapostos, criam a ilusão de tom ou cor.
Quando os pontos estão tão próximos entre si que se torna impossível identificá-los individualmente, a sensação de direcção aumenta e, consequentemente, os pontos em cadeia transformam-se noutro elemento visual, a linha. 


A linha



A linha resulta do fenómeno enunciado em cima, mas pela sua própria natureza, tem uma grande energia, ou seja, nunca é estática. Desta forma, é o elemento visual inquieto e inquiridor do esboço, sendo muito utilizada para descrever a justaposição.
Apesar da sua flexibilidade e liberdade, a linha não é vaga; é decisiva, tem propósito e direcção, pode ser rigorosa e técnica.


A forma:




A linha traça uma forma, articulando a sua complexidade. Assim, existem três formas básicas: o quadrado, o círculo e o triângulo equilátero.
Cada uma das formas tem as suas próprias características, atribuindo-se uma grande quantidade de significados. 





A direcção:


Todas as formas básicas expressam três direcções visuais significativas: o quadrado, a horizontal e a vertical; o triângulo, a diagonal, e por sua vez, o círculo, a curva.
Todas as forças direccionais são de grande importância para a composição.


A cor:


A cor é o elemento que tem mais afinidade com as emoções. Não é apenas um elemento decorativo ou estético, mas sim o elemento que fundamenta a expressão.
A cor impressiona a retina quando é vista, provoca uma emoção e é construtiva, pois tem um valor simbólico, sendo capaz de construir uma linguagem que transmita uma ideia. Ou seja, a cor executa uma tripla acção sobre o indivíduo.
Tem ainda três dimensões que podem ser definidas e medidas: matiz, saturação e luminosidade.


A textura:



A textura é o elemento visual que pode ser apreendido pela visão e pelo tacto.
Quando há uma textura real, ambas as sensações coexistem de uma forma única e específica.


A escala:



Todos os elementos visuais são capazes de se modificar e definir uns aos outros. O processo constitui, em si, o elemento a que chamamos de escala. No campo visual, pode designar-se a relação de dimensões entre duas ou mais formas.
Está constantemente sujeita a modificações visuais e pode depender da justaposição, a nível da cor.


A dimensão/perspectiva:




A representação da dimensão em formatos visuais bidimensionais também depende da ilusão. A dimensão existe no mundo real, no entanto, a ilusão no campo visual é reforçada quando desenhamos ou pintamos.
O principal artifício para a simular é a convenção técnica da perspectiva.
A mesma é usada para dar profundidade ao desenho, tornando-o assim, mais real, equilibrado e funcional. 

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